26 de fevereiro de 2011

Brasil - Modelo de Gestão

Executivos Creativos Ocupados Em Uma Reunião

Uma das coisas que deixa muito intrigada é a forma que as empresas aqui lidam com seus funcionários. A Inglaterra é um país rico e poderoso que detém a sexta economia do mundo e a terceira da União Europeia, mas ainda existem empresas que seguem a teoria mais arcaica da Administração (Teoria Clássica da Administração de Fayol - comando e autoridade - tipo eu mando e você obedece).  Apesar de estar trabalhando em  empresas prestadoras de serviços em diversos setores, indiretamente na maioria das vezes estou inserida num setor administrativo e ainda preservo o que há de melhor na minha virtude: a observação.  

Na condição de pais de "primeiro mundo" (popularmente dito), é pensar que ele deve ser primeiro em tudo, não somente no PIB (Produto Interno Bruto) e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas também na saúde, tecnologia, industrialização e gestão, enfim fatores que caracterizam um país a ser desenvolvido. Infelizmente por aqui a constatação não é bem esta, principalmente no que se refere a saúde e gestão. Por isso a sede de resultado em se manter a níveis cada vez mais competitivos, fazem deles pessoas  frias, conectadas a um sistema desenfreado em busca de ranking. 

Neste longo período venho observando sistematicamente as pessoas e o seu comportamento dentro de um setor operacional ou de serviços, incluindo relação chefe e subordinado. Decepcionante constatar que as pessoas são tratadas como marionetes ou melhor como robôs, e o pior é que estão acostumadas com o sistema que aceitam naturalmente, afinal seguem ao paradigma. O movimento é frenético, até mesmo para ir ao banheiro. Agora consigo definir claramente o porque deste corre-corre. O que importa realmente para as empresas é o resultado financeiro. O empregado, ou funcionário como eles chamam pouco importa no sistema. Ou melhor  importa sim, a sua produção, em alguns setores mesmo que esteja doente aqui não para. Se parar não ganha. Simples e prático.

Tudo isso me fez refletir sobre o Brasil. Para ONU somos ainda um país "em desenvolvimento". Para nós brasileiros somos um país de antagonismo sim, ou muito rico ou muito pobre, de diversidade, mas literalmente fraternalista. É exatamente isso que nos diferencia dos outros países. Quero ressaltar que as empresas brasileiras públicas, privadas e autarquias, com a Gestão de Qualidade tornam-se modelo de Gestão Administrativa (posso afirmar por experiência própria por longos anos de trabalho). No Brasil o termo funcionário/empregado foi  abolido definitivamente, para ser substituído por colaborador. E os gestores por capital intelectual. Porque a pessoa esteja atuando na área administrativa ou operacional é a principal ferramenta da empresa, ou seja, através dela que faz o processo acontecer. Por isso as empresas sistematicamente investem cada vez mais na obtenção de cursos de gestão humana (a propósito o termo recursos humanos também foi abolido), bem como  a preocupação com o ambiente de trabalho, tais como segurança, higiene, iluminação, dentre outros são prioridades na gestão. A constatação é simples: colaborador feliz = resultado satisfatório.

Diante de tudo isto, quero crer que em grau comparativo, o Brasil sendo um país em crescimento de uma gigantesca população jovem produtiva e que ainda irão produzir, poderá ser a bola da vez. Ao contrário da Inglaterra e Itália, por exemplo que contam com uma população produtiva de uma faixa etária avançada, certamente irão estacionar. E com categoria posso afirmar, em se tratando de gestão de qualidade já estamos na faixa de "primeiro mundo".













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