13 de outubro de 2012

A natureza é você


  


Hoje pela manhã me dei o luxo de acordar sem o despertador na madrugada, e me embalei num sono que perdurou admiravelmente até as oito da manhã. Nem acreditei ao abrir os meus olhos e ver pela finestra da  cortina que o sol brilhava. Instintivamente sorri espreguiçando-me e naquele momento sentia-me feliz por um novo dia. Levantei em direção a janela e tal foi a minha alegria que o sol brilhava com raios de felicidade. Um novo dia descortinava sem estresse, correria e agitação, que normalmente passo no meu dia-a-dia, desta vez diferente, com gosto de prazer e lazer.
Num feriado nada melhor que desligar o celular, tirar o  relógio e desfrutar, pelo menos uma hora do dia, para se dedicar a você, a mim, exclusivamente.
Pensando nisto me preparei para uma bela caminhada na praia.
Ao chegarmos (eu e meu marido) estacionamos o carro sob uma castanheira. E com os pés descalços, pude tocar na areia úmida e fresca, que traduzia uma sensação de bem estar e a cada passo sentia-me flutuar na natureza, com sentimento de paz e tranqüilidade.
No quadro do cenário a natureza se mostrava exatamente como a da foto. Coqueiros que disputavam com as castanheiras o entorno da praia e junto ao mar as rochas completavam aquele cenário como se fosse irreal.  E o sol ainda que brilhava tímido reluzia no mar, e as pequenas ondas pareciam um balé na bela natureza, chamado Praia do Coqueiral.
 
Caminhamos por toda extensão da praia e a cada percurso percorrido, contemplava as belezas de nossa região. Tudo era lindoo!
 
Percorremos por toda a extensão e sem percebermos chegamos a antiga balsa. Ah! Que maravilha este lugar! Recordei-me dos velhos tempos em que utilizávamos as balsas como embarcações para travessia de Coqueiral para Santa Cruz. E, andando mais adiante atingimos o manguezal. Lembrei-me quando era criança e que com meu padrinho íamos na prainha e agachados pegávamos na areia conchinhas de budigão (marisco). Tudo era saudoso. A alegria tomava conta do meu coração. Imediatamente corri para ver se ali, naquele ambiente bucólico, tornaria a ter a felicidade de reviver o meu passado. Porém, qual foi minha surpresa ao olhar em volta. Próximo ao mangue sacos e sacos plásticos enterrados na laminha, garrafas pet e todo tipo de resíduo, descartado desumanamente naquele lugar.  O ambiente era de sujeira e todo o lixo depositado lamentavelmente comprometia o eco sistema. Havia sujeira por toda a parte. Indescritível era a situação.
 
Quando saímos dali estava envergonhada e com uma sensação de que toda aquela beleza singular mencionada, se não cuidarmos urgentemente, provalmente daqui há alguns poucos anos, não haveremos mais.
E o quadro do cenário vivo, poderá vir a refletir uma imagem triste, morta  e desencantadora.