24 de julho de 2013

Empresa não tem coração



 

Quantas vezes já se ouviu dizer esta frase? Empresa não tem coração.

 

Qualquer que seja o negócio, o mínimo que deve se considerar para uma gestão de excelência, que a empresa seja gerida por um administrador. Vejamos porque: - Vemos hoje muitas empresas, cujo ramo de negócios tem em seu portifólio pessoas com níveis gerenciais que são absolutamente adversos à função que ocupam no momento, ou seja, gestores que tentam administrar e que são engenheiros, médicos, técnicos, mas que não são administradores. Inclusive empresas que contratam pessoas por condições de liderança e experiência, para atuarem como administradores. Aí está o grande problema.
 

Gerir é mais do que conhecer as ferramentas práticas do dia a dia é acima de tudo conhecer o estudo e as teorias que geram uma boa administração, as quais são ferramentas essenciais para um bom administrador, e que sofrem mutações de período em período, conforme os avanços tecnológicos, informação, meio, necessidades fisiológicas, etc.
 

Se não se conhece a ferramenta, como o "gestor" poderá valorizar seu colaborador (ferramenta mais importante que dispõe).
 

Maslow definiu na Teoria Comportamental, ferramenta e mecanismo motivacional, consideradas fundamentais, conforme a necessidade humana (auto estima, afeto, auto-realização). Mecanismos estes indispensáveis ao desenvolvimento profissional humano.
 

Por desconhecimento da importância que as pessoas exercem no processo produtivo empresarial, vemos ainda fatos gritantes de visão instrospectiva que impedem líderes de reconhecerem o valor do ser humano na empresa. Esses líderes geralmente têm um olhar unidirecional, ou seja, visualizam os interesses empresarias em detrimento à importância do parceiro e seu colaborador, que atua, que trabalha, que luta dia-a-dia, muitas vezes não apenas no cumprimento de suas atividades, vezes por amor ao seu trabalho e a felicidade de fazer parte de um grupo que ele entende que é sua segunda casa. 
 

Obviamente que neste cenário, encontram-se empresas intelectualmente comprometidas com as questões sociais dos indivíduos nas empresas. Implantando programas assistências e motivacionais, as quais favorecem o trabalhador e o incentivam a sentir-se parte importante e fundamental no contexto.
 

Diante disto não podemos admitir que ainda nos tempos de hoje e não mais de Fayol, ouvimos dizer que empresa não tem coração, como justificativa de atos anti sociais, individualistas e de interesses econômicos.
 

Ao bom gestor cabe o pensamento de unir interesses da empresa e o colaborador como fonte principal desta iniciativa. Porque a empresa que valoriza seu colaborador une todos os corações humanos que a ela prestam serviços e o resultado é mais satisfação e maior produtividade.