Quantas
vezes já se ouviu dizer esta frase? Empresa não tem coração.
Qualquer
que seja o negócio, o mínimo que deve se considerar para uma gestão de
excelência, que a empresa seja gerida por um administrador. Vejamos porque: -
Vemos hoje muitas empresas, cujo ramo de negócios tem em seu portifólio pessoas
com níveis gerenciais que são absolutamente adversos à função que ocupam no
momento, ou seja, gestores que tentam administrar e que são engenheiros,
médicos, técnicos, mas que não são administradores. Inclusive empresas que
contratam pessoas por condições de liderança e experiência, para atuarem como
administradores. Aí está o grande problema.
Gerir
é mais do que conhecer as ferramentas práticas do dia a dia é acima de tudo
conhecer o estudo e as teorias que geram uma boa administração, as quais são
ferramentas essenciais para um bom administrador, e que sofrem mutações de
período em período, conforme os avanços tecnológicos, informação, meio,
necessidades fisiológicas, etc.
Se não
se conhece a ferramenta, como o "gestor" poderá valorizar seu
colaborador (ferramenta mais importante que dispõe).
Maslow
definiu na Teoria Comportamental, ferramenta e mecanismo motivacional,
consideradas fundamentais, conforme a necessidade humana (auto estima, afeto,
auto-realização). Mecanismos estes indispensáveis ao desenvolvimento
profissional humano.
Por
desconhecimento da importância que as pessoas exercem no processo produtivo
empresarial, vemos ainda fatos gritantes de visão instrospectiva que impedem
líderes de reconhecerem o valor do ser humano na empresa. Esses líderes
geralmente têm um olhar unidirecional, ou seja, visualizam os interesses
empresarias em detrimento à importância do parceiro e seu colaborador, que
atua, que trabalha, que luta dia-a-dia, muitas vezes não apenas no cumprimento
de suas atividades, vezes por amor ao seu trabalho e a felicidade de fazer
parte de um grupo que ele entende que é sua segunda casa.
Obviamente
que neste cenário, encontram-se empresas intelectualmente comprometidas com as
questões sociais dos indivíduos nas empresas. Implantando programas
assistências e motivacionais, as quais favorecem o trabalhador e o incentivam a
sentir-se parte importante e fundamental no contexto.
Diante
disto não podemos admitir que ainda nos tempos de hoje e não mais de Fayol,
ouvimos dizer que empresa não tem coração, como justificativa de atos anti
sociais, individualistas e de interesses econômicos.
Ao
bom gestor cabe o pensamento de unir interesses da empresa e o colaborador como
fonte principal desta iniciativa. Porque a empresa que valoriza seu colaborador
une todos os corações humanos que a ela prestam serviços e o resultado é mais
satisfação e maior produtividade.