4 de fevereiro de 2011

Brasil fora do Brazil

Gostaria tratar deste tema de uma maneira muito especial aos milhares de brasileiros que vivem fora do Brasil, espalhados por esse mundo afora, especialmente aos que vivem na Inglaterra.
Viver fora do Brasil a primeira vista, imagina-se tudo de bom e maravilhoso. Quem não quer conhecer novas culturas, novos costumes, aprender outro idioma e tantas outras coisas interessantes? Parece ser ótimo, não?
Veja bem, neste contexto não irei mencionar àqueles que vem à turismo ou para estudar ou executar pequenos trabalhos,  que diga-se de passagem isso sim é ótimo.
Então, porque brasileiros querem viver em outro país? A maioria dos brasileiros que aqui estão, vieram em busca de trabalho e melhor qualidade de vida. Fato que infelizmente o Brasil retrata diariamente com as altas taxas de desemprego. Hoje a comunidade brasileira apesar das controvérsias, concentra um número de mais ou menos 200 mil pessoas, somente em Londres (dados do consulado da Embaixada Brasileira). São profissionais liberais advogados, odontologistas, enfermeiros, psicólogos, administradores e tantos outros profissionais qualificados no Brasil, que de um momento a outro perderam a oportunidade de exercer a profissão, como também tantos outros trabalhadores que estavam literalmente desempregados. Considerando essas limitações, cada um que aqui está, vem buscar dentro de suas particularidades, conquistar seu espaço e objetivos. Não pretendo aprofundar este tema às questões burocratáticas no que diz respeito à legalidade para se estabelecer aqui e os problemas de imigraçao, sendo estes  os maiores fatores que impedem a permanência em solo estrangeiro. Também não pretendo mencionar estatísticas e serviços, uma vez que na web encontra-se excelentes sites com informações das mais variadas a respeito do assunto.
Mas quero sim, neste tema falar sobre o ser humano na sua condição física e psicológica, bem como sua capacidade de adaptação.
Podemos estar no Brasil, na Jamaica, no Japão, enfim em qualquer lugar do mundo. A princípio as pessoas sofrem para se adaptar a uma nova situação, mas gradativamente vão se acostumando às novas mudanças, que é uma característica do ser humano.

No entanto, esta adaptação somente ocorre quando o individuo se propõe a querer mudar. Conheci muitas pessoas que vieram e desistiram porque não conseguiram desbloquear as barreiras que são muitas.
A maior delas é o idioma (inglês). Se você não sabe o inglês, terá sérias dificuldades a enfrentar e a solidão certamente será sua maior companheira. Tudo depende da língua, ou seja, pegar um ônibus, comprar comida, entender o sinais de trânsito, marcar uma consulta no médico, etc. Imagina você num estádio de futebol lotado, em dia de decisão, sem ninguém falar sua língua, nem o bilheteiro e nem o vendedor de cerveja, dá vontade de sair correndo.
Outra coisa é a cultura e os costumes diferentes. Cada país tem a sua própria história, conceitos, dogmas, leis...é preciso estar atento e respeitar essas regras é fundamental.

Àquele destemido supera todas as barreiras, não desiste, continua trilhando sua caminhada. Pra começar é estudar. Alguns cursos gratuitos para estrangeiros que estão chegando e outros cursos pagos para quem já se estabeleceu são oferecidos, só não estuda quem não quer. É possível conciliar trabalho e estudo, basta priorizar. Outra coisa é  conseguir um trabalho junto com ingleses, porque ao mesmo tempo que estará aprendendo na escola poderá praticar no dia-a-dia.

A maioria dos brasileiros quando chegam aceitam qualquer tipo de trabalho. lavador de carro, entregador de pizza, em fabricas (área de produção), e a mais executada pela comunidade brasileira chama-se Cleaning   (limpeza). A propósito I'm cleaner (Eu sou faxineira). Isto não me faz menor nem pior de ninguém no Brasil, porque aqui não importa a minha titularidade acadêmica, mas sim o que devo fazer pra sobreviver. Procuro me adaptar às mudanças, pois elas contribuem para o meu aprendizado e crescimento intelectual. Se eu não fosse persistente, hoje não saberia falar italiano, como eu sei e o inglês que aos poucos estou aprendendo. Sempre vale a pena investir em si mesmo, sem máscara e sem medo.

2 comentários:

  1. Eu como brasileiro me orgulho de ler um texto que demonstra coragem, ímpeto e sentimento. Parabéns pelo tema e pela reflexão.

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  2. nossa adorei marilza vai en frente agente tem que faser o que temos vontade

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